Anseios da Alma

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São Paulo e nós merecemos janeiro 26, 2010

Arquivado em: Uncategorized — Karolina Gutiez @ 12:27 pm
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Amo São Paulo. Com todos os seus problemas. Há dias em que xingo, reclamo do trânsito, da enchente, do trem lotado, da sujeira. Mas esses dias são raros. Na maior parte do ano, minha relação com São Paulo é muito boa. E ontem foi dia de comemorar. Participamos do Bike Tour, embora tenha sido impossível fazer a inscrição (dia 1º de janeiro à meia noite…). Fomos com as nossas bices mesmo.

Confesso que eu estava com  preguiça no dia anterior, mas ao chegar à Ponte Estaiada e ver tanta gente aguardando a liberação para começar a pedalada, meus olhos encheram de lágrima. Uma vibração muito especial. Subir a ponte, ver a cidade mais de cima, e em cima de uma bicicleta, foi demais. E pedalar em plena Marginal Pinheiros, então? Vimos vários cadeirantes, com bikes especiais, também oferecidas pelo evento, o que tornou a energia ainda mais forte.

O recado foi dado por parte dos paulistanos. Mais de 6 mil pessoas. Toda vez que as autoridades tomam iniciativas como esta, ou como a ciclofaixa, aos domingos, o povo responde, participa mesmo. Então, que eles entendam que nós e a cidade precisamos mais e mais de ideias como estas.

 

Informática para Senhoras janeiro 25, 2010

Arquivado em: Uncategorized — Karolina Gutiez @ 4:33 pm
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Pois foi com uma faixa com estes dizeres que deparei um dia desses, andando em Moema. Além do enunciado, o complemento: aulas particulares. Não tinha como não desconfiar. Por que apenas senhoras, em vez de “informática para idosos” ? Aí tinha. Anotei o número e pedi que minha mãe telefonasse, para se informar sobre a informática para senhoras. Ela ligou. Um homem atendeu. Ahã… Meio caminho andado para confirmar que se tratava de algo esquisito. Romeu era o seu nome. Hum, quase 100% confirmado. Ele disse que ia até a casa das alunas e perguntou qual o computador da minha mãe. Ela desbaratinou, dizendo que as aulas eram para a minha avó e que ela iria checar. Ao final, minha mãe perguntou o porquê das aulas apenas para senhoras, pois seu pai… meu avó (que diga-se de passagem minha avó não vê há muitos anos, pois foi comprar cigarro e nunca mais voltou) também queria aprender informática. Seu Romeu simplesmente riu para responder à questão…

 

Paixão mundial janeiro 16, 2010

Arquivado em: Uncategorized — Karolina Gutiez @ 2:09 pm
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Ontem, fomos visitar o Museu do Futebol, no Pacaembu, para começar o ano já no clima da Copa do Mundo. É demais!!! Merece um dia inteiro, para dar tempo de ver todos os detalhes. Logo no início da visita, uma sala com fotos de “peladas” ao redor do mundo, nos campinhos mais improváveis: uma piscina vazia, com um restinho de água, em Bagdá; um monte de gelo na Antártida; uma viela bem estreita em Tunis etc. Em todos eles, meninos, homens e mulheres (por que não?) correndo atrás da bola, que nem sempre é uma bola. Na sequencia, depoimentos de personalidades brasileiras, relatanto com muita emoção a jogada que mais marcou a sua vida. Nessa mesma sala, estações de rádio, com várias opções de locutores esportivos clássicos narrando um gol. Ao sair desse espaço, entramos num ambiente completamente escuro, que parece estar exatamente sob as arquibancadas do estádio, com telões que reproduzem as torcidas e os seus gritos de guerra, em volume máximo.

Uma das salas mais legais é a que conta a história das Copas, com fotos impactantes do que acontecia no mundo e no Brasil em cada ano da disputa mundial. Em todos os espaços, os craques da bola, principalmente os brasileiros, estão presentes, de maneira bem interativa. Há curiosidades, cinema 3D, chute ao gol, aula de História sobre os principais brasileiros do século 20 e muito mais! Vale cada segundo.

O museu não estava tão cheio, mas entre os visitantes, me chamou muito a atenção um cara com suas duas filhinhas, que tinham entre tres e cinco anos, todos devidamente uniformizados com a camisa do Corinthians. Ele explicava para elas tudo o que havia no museu, com a devida enfase que os fatos mais marcantes pediam. Fiquei imaginando a pequena decepção que ele teve ao saber que teria uma filha e depois outra. É claro que ele sonhava com ao menos um moleque para transmitir o amor pelo esporte e pelo Timão. Mas na impossibilidade de reverter a situação, não desistiu de ensinar a paixão pelo futebol, e fez das duas princesinhas torcedoras apaixonadas.

 

Tatoos e Amies janeiro 3, 2010

Arquivado em: Uncategorized — Karolina Gutiez @ 5:54 pm
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Acabamos de voltar de Búzios. Praias lindas e lugares charmosos fazem da península um destino muito especial. Pequena, aconchegante, mas muito cosmopolita. Ouve-se tudo que é língua por lá. O que nos chamou muito a atenção, contudo, foram duas “tribos” muito presentes nas areias buzianas: a dos tatuados e a das Amies. Tatuados há por toda parte. Eu mesma sou uma. Discreta, naturalmente. O que causou espanto foram as tatuagens, como posso dizer… bizarras. Não, bizzarro é pouco. Por que algém tatua “Eu amo a minha família” em fonte tamanho 24 nas costas? Vimos de tudo. Impossível lembrar todas, mas a mais constrangedora, certamente, foi uma Nossa Senhora Aparecida bem grandinha nas costas de uma moça. Acho que não há ateu nesse mundo que não daria uma ‘bambeada’ num momento mais íntimo com essa devota. Cada coisa em seu lugar, não, minha gente?

Passemos às Amies. Sim, me refiro à Amy Winehouse. Pois eram hordas de meninas vestidas como a inglesa. Minissaia cintura bem alta, blusa tomara que caia, colares de pérolas e saltos altíssimos… em plena Rua das Pedras, que não tem esse nome à toa. Se pelo menos usassem aquele cabelão… Seria bem mais divertido. Andavam em bandos, todas iguais. Mas curiosamente, adivinhem, não eram tatuadas.

A foto abaixo é de uma dessas tatuagens nada a ver. É uma vingancinha, pois o sujeito fotografado jogou tanta bituca de cigarro numa praia maravilhosa, que esse foi o jeito que eu encontrei de puní-lo, ainda que ele nem sonhe!

 

Natal em São Paulo dezembro 21, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Karolina Gutiez @ 1:08 am
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1001 visitas ao blog. O número é muito inspirador, embora eu não esteja tão inspirada assim para escrever. Hoje tiramos o dia para encontrar amigos queridos e para circular por São Paulo decorada para o Natal. De manhã fomos ao Parque do Povo, que está cheio de Papais Noéis divertidos e sustentáveis. Eu e Léo entramos na onda. À noite fomos assistir ao espetáculo da fonte no Parque Ibirapuera. É tão gostoso ver as pessoas se mobilizando para viver essa energia do Natal, depois de um ano difícil para os paulistanos em geral. Sentados à beira do lago, além das luzes e da água da fonte que se movimentam ao som de canções de Natal, assistimos a uma família de patinhos que passeava indiferente à movimentação. E de repente a grande surpresa: as árvores se acendendo a um toque do Papai Noel. Mais do que o parque, essas luzes iluminavam os olhos de todos os presentes. Um brilho de felicidade!

 

 

 

Mi casa, su casa dezembro 7, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Karolina Gutiez @ 4:54 pm
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Outro dia contei um pouco sobre a minha viagem de lua-de-mel ao México, onde passamos o Día de Muertos. Estava me lembrando de um episódio, que exemplifica perfeitamente a hospitalidade do povo mexicano. Meu marido, lá pelo quarto dia, começou a passar mal, devido à mistura básica: guacamole, tequila, burritos, frutos do mar, “jugo de tomate preparado” etc. Pedimos um atendimento médico, que estava incluído no seguro de viagem. Um médico mexicano, muito simpático, foi ao nosso hotel para examinar e medicar o meu marido. Conversamos um pouco, contando sobre a nossa viagem, de onde éramos, futebol (primeiro assunto a ser puxado depois que você menciona que é brasileiro) etc. Aí perguntamos onde ele morava, se ali mesmo em Playa del Carmen, ao que ele respondeu: “Mi casa, su casa, es cerca de…” e deu a direção de onde vivia. Nunca mais iríamos vê-lo, não tínhamos a menor intimidade e, mesmo assim, ele nos deu essa demonstração de hospitalidade e gentileza. Só não sei se na prática funciona assim…

 

Breakfast at Tiffany´s novembro 25, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Karolina Gutiez @ 2:21 pm
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Existe uma aura em torno da joalheria americana Tiffany, criada em 1837. É a mais antiga ainda aberta nos dias de hoje e com o filme Breakfast at Tiffany´s (1961), com Audrey Hepburn no papel principal, traduzido no Brasil como Bonequinha de Luxo, a Tiffany virou templo sagrado da ourivesaria. A loja onde o filme foi rodado, na Quinta Avenida, em Nova York, é ponto turístico. Vive lotada. E o encantador é que os vendedores tratam todos os turistas como potenciais compradores: com atenção, simpatia e educação. É claro que as peças $$$$$$$$ ficam em outros andares da loja que não o térreo. Mas isso é um detalhe. Minha primeira visita à loja foi em San Francisco, na Union Square. Passava todos os dias em frente, a caminho da escola de inglês. Não tinha coragem de entrar, afinal, no Brasil, as lojas de grife intimidam um bocado. É ridículo. Um belo dia, no caminho de volta, carregando umas sacolinhas de plástico bem sem-vergonhas (além de ecologicamente incorretas), decidi romper a barreira. Dei o primeiro passo e o segurança, com um enorme sorriso e um gentil boa tarde, prontamente abriu a porta para eu passar. Os olhos começaram a brilhar, refletindo as vitrines. Um sonho! Uma pena que aqui e nos países como o nosso, ainda em desenvolvimento, haja uma frescura exagerada em torno do mercado de luxo. Os vendedores agem como se fossem seres superiores que pertencem exclusivamente aquele universo, quando muitos, na verdade, não ganham para pagar um mero souvenir que vendem.

 

Dona Canô chamou, eu vou! novembro 16, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Karolina Gutiez @ 1:34 pm
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Ando sem inspiração nos últimos dias, muito por conta do volume de trabalho, que está grande. Estava há pouco pensando em postar algo sobre a deselegância de Caetano Veloso com Lula na semana passada, pois ontem à noite assisti a uma entrevista com o presidente, em que ele respondia muito bem à agressão. Não defendo Lula com unhas e dentes, cegamente, pois eu mesma já me decepcionei muito. Reconheço seus erros, seus muitos erros, mas reconheço seus acertos também. E o que Caetano fez foi agressão gratuita. Típico dele, para polemizar. Lula, questionado por Kennedy Alencar, em entrevista à rede TV, disse que sua resposta foi chegar em casa e ouvir a coletânea Chico Político, de Chico Buarque. Para ele bastou. Eu já tinha desistido do post quando recebi um e-mail, com notícias da Bahia. Uma delas diz que Dona Canô vai tentar ligar para Lula para se desculpar pelas ‘grosserias’ do filho… Que lição, não? E sabedoria, a essa senhora com mais de um século de vida, é o que não falta.

 

Linda

 

à Moda antiga novembro 5, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Karolina Gutiez @ 6:24 pm
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Costumo utilizar a internet para movimentar a minha conta bancária e pagar contas. Mas hoje precisei ir ao banco e aproveitei a hora do almoço para fazer isso. Ao chegar à agência, havia quatro pessoas à minha frente. Quatro homens: dois estavam em pé e dois sentados num pequeno sofá. Posicionei-me atrás do último da fila, mas logo fui surpreendida por um dos clientes que aguardava o atendimento, me oferecendo seu lugar no sofazinho. Era o mais velho da fila. Um senhor de calças, boina e cabelos brancos, usando um charmoso suspensório. Tinha mais de 70 anos, com certeza. Insistiu muito para que eu sentasse. Para ele parecia um absurdo uma dama ficar em pé enquanto dois cavalheiros aguardavam sentados. Mas eu não podia aceitar de maneira alguma. Recusei, porém muito agradecida. Quando ele deixou o banco, depois de ser atendido, fez uma pequena reverência, tirando a boina… Por mais que seja clichê dizer que ‘ não se faz mais homem como antigamente’, não me ocorre outro pensamento.

 

Día de Muertos novembro 4, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Karolina Gutiez @ 11:11 am
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Dois anos atrás, nessa época do ano, estava em lua-de-mel na Riviera Maya, no México, e tive a oportunidade de passar o Día de Muertos lá. A festa começa, na verdade, com o Halloween, no dia 31 de outubro, e se estende até o dia 02 de novembro. Sim, é uma festa! Muito diferente daqui do Brasil, que costuma guardar o dia com certo pesar. Lá, todos os estabelecimentos comerciais, mesmo as menores “tiendas”, montam seus altares, com motivos que remetem ao dia, principalmente, divertidas caveirinhas. Tem caveira vestida de noiva, com roupa típica, criança, cachorro e por aí vai. Em meio às caveiras, fotos de ídolos mexicanos que já morreram, velas e muita cor! Não sei como eles encaram a morte no dia a dia, quando ela de fato leva alguém querido. Mas que já é um começo e tanto encarar esse dia com naturalidade e alegria, isso é.

 

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