Anseios da Alma

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´Serieeira´ 26/11/2010

 Sempre fui noveleira. Desde criança acompanhava as tramas, principalmente as das 8, quase que diariamente. Tenho as minhas preferidas, das quais hoje, vez ou outra, busco um capítulo no You Tube. De um ano e meio para cá, no entanto, deixei as novelas de lado. Não que eu tenha abandonando o hábito de acompanhar histórias de ficção. Passei a acompanhar as famosas séries de TV americanas, baixando seus episódios semanalmente na internet. Que variedade! A Globo, que é a melhor emissora da América Latina, com sua programação, jamais vai chegar aos pés das produções yankees.

As séries não são exatamente novidade para mim. Quando era mais nova acompanhava Will and Grace, a história de dois amigos, ele gay, ela uma decoradora ruiva-atrapalhada, e dois amigos seus, um gay-gay-gay e uma ricaça fútil. Alguns anos depois me rendi completamente a Sex and the City, que não cheguei a pegar na televisão e, sim, em DVD. As desventuras das quatro amigas em NY se tornariam hors concours para mim ao fim da primeira temporada. E olha que são seis, no total. Mas a série acabou, veio um vazio enorme e durante um bom tempo fiquei sem esse passatempo.

Até que uma amiga, essa sim profissional no ofício e no vício por séries, me apresentou novidades. Para a lacuna que as meninas de Sex haviam deixado, ela me ofereceu Desperate Housewives. Tratam-se de quatro amigas também, mas elas não são nada cosmopolitas. Vivem no subúrbio de Wisteria Lane. São, como o nome da série sugere, donas de casa; e desesperadas, porque são capazes de colocar em prática aqueles sentimentos mais obscuros que qualquer ser humano tem. A trama é bem dramática, mas também muito engraçada, e está em sua sétima temporada.

Aí abri a cabeça e comecei a gostar de enredos bem pouco verossímeis. Os vampiros de True Blood já são íntimos. Protagonistas de episódios de racismo, homossexualismo, assassinatos e fontes de sangue para viciar e levar humanos ao êxtase, eles fazem dessa uma das séries mais adultas e politicamente incorretas da TV americana. Já na abertura você está convencido a assistir. A trilha é o toque do meu celular.

Igualmente inverossímil, Fringe revela a existência de um universo paralelo, no qual as torres gêmeas continuam de pé, e coloca um cientista inteligente e perturbado na mesma medida, um jovem nascido em um mundo e criado em outro e uma bela agente do FBI para solucionar eventos estranhos, frutos do conflito entre as duas dimensões.

Na categoria “para morrer de rir”, minha eleita é a premiada Modern Family. Um casal de gays, pais de uma menininha vietnamita, um casal convencional, com três filhos adolescentes e conectados, e um homem mais velho, casado com uma jovem colombiana, mãe de um adolescente adoravelmente precoce. Todos, na verdade, são de uma mesma família, que lida com humor com as diferenças e as novidades do mundo de hoje.

De quebra, são um ótimo recurso para treinar o inglês! Tenho várias outras para começar a assistir, mas estou evitando, pois sei que se começar, alguns compromissos da agenda vão ficar prejudicados.

 

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