Já falei sobre Dario Cecchini no post anterior, mas ele merece um texto exclusivo. Não tínhamos ideia de quem era, tampouco de que uma cidade tão pequena como Panzano pudesse abrigar três restaurantes, além da macelleria, do açougueiro reconhecido por uns e, certamente, odiado por outros, em todo o mundo.
Mas não se coloca os pés em Panzano sem ouvir falar de Dario. Ele eh o filho mais ilustre da cidade e vem de uma família que há 250 anos pratica a arte de um bom corte bovino. Cecchini, que estava em Sao Paulo na semana passada para um evento gastronômico, além de dominar o ofício de açougueiro, eh produtor, o que faz toda a diferença.
Recomendados pela dona do local onde ficamos hospedados, uma vegetariana não radical, fomos jantar na Officina della Bisteca. A entrada acontece por uma passagem secreta pelo açougue, que ostenta na porta uma rosa vermelha em memória dela, a bisteca fiorentina, e onde os participantes do jantar ficam petiscando, para abrir o apetite.
Convidados a subir para o restaurante, ocupamos, todos, uma grande mesa, o que nos permitiu conhecer os demais convivas. E então, começou o serviço: uma seqüência de tartar, costela e bistecas, cortadas a perfeição, jorrando sangue e desmanchando ao primeiro toque da faca.
Léo, que há 18 anos não comia carne (com raríssimas exceções), não deixou um único pedacinho no prato. E não titubeou na indagação do chef, ao apresentar a estrela da noite, a bisteca fiorentina: to beef or not to beef? To beef!










