Assisti na sexta-feira passada ao filme “Preciosa – uma História de Esperança”. Achei melhor não escolher nenhum adjetivo para defini-lo. É um soco na boca do estômago. Uma menina, Precious, símbolo de muitas minorias: negra, pobre, obesa e semianalfabeta, vítima de tudo de ruim que pode acontecer com alguém. Acreditem! Tudo de ruim mesmo. Ninguém a ama e ela não tem perspectiva alguma. O elenco dá um show de interpretação, com destaque para Mo’Nique, no papel de mãe de Precious. Mas, inevitavelmente, quem cativa mesmo é a protagonista, interpretada por Gabourey Sidibe. Tanto que em seu primeiro filme já foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz. Não vi as outras atuações que concorrem na categoria, nem preciso. Minha torcida é dela e vou assistir à cerimônia por sua causa. E não é que a danadinha mandou um recado pela imprensa dizendo que gostaria de ser conduzida à grande festa da Academia por Justin Timberlake. Pois aqui está o meu manifesto para que Justin se posicione e, se tiver o mínimo de bom senso, decida acompanhá-la. Seria uma grande honra para ele!
“Cada uno da lo que recibe” 03/09/2009
Jorge Drexler ficou famoso depois de protagonizar um episódio na cerimônia do Oscar, quatro anos atrás. A música que compôs para o filme Diários de Motocicleta, de Walter Salles, concorria à estatueta na categoria Melhor Canção, mas por não ser conhecido, quem a interpretou foi o ator Antonio Bandeiras. Ele venceu e em seu discurso não disse nada. Usou os 30 segundos apenas para cantar. O uruguaio, que ama o Brasil e já fez alguns shows por aqui, tem um trabalho extraordinário. Uma de suas canções, desde que a ouvi pela primeira vez, insiste em ficar no topo das minhas preferidas e ainda provoca arrepios, principalmente na parte em que ele fala da nossa maravilhosa ‘Salvador, de Bahia’.
