Anseios da Alma

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Zicartola 07/10/2009

Filed under: Uncategorized — Karolina Gutiez @ 18:34
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Um tempo desses, faz uns dois anos, tive um dos melhores sonhos da minha vida. De um realismo impressionante, me levou para um tempo em que eu nem era nascida, para um lugar que não existe mais, cheio de pessoas que já se foram. Sonhei que estava no lendário bar Zicartola. Reduto de sambistas no Rio de Janeiro de 1963/64, o nome não deixa dúvidas: os proprietários eram D. Zica e o marido Cartola. Ele comandava as rodas de samba e choro; ela, a cozinha. E eles estavam no sonho! Tocava um samba daqueles, que enchem os olhos da gente de lágrima, Cartola cantando e tocando sua caixinha de fósforos, a casa cheia e mais gente chegando, inclusive Paulinho (da Viola) e Chico. A alegria de estar naquele ambiente não se descreve. É maior que tudo. Alegria que eu revivo cada vez que recordo.

 

 zicartola

 

“O Samba é meu papel” 31/08/2009

Filed under: Uncategorized — Karolina Gutiez @ 13:56
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Vejam que lindo samba! Desde a primeira vez que ouvi, me encantei com letra e música. Parabéns ao Caco Barros, que eu me recuso a chamar de cunhado, porque considero um irmão, pela bela composição. No vídeo, o próprio autor no violão e o meu marido, Léo, acompanhando na percussa, na nossa casa. O Samba é meu Papel ainda será um sucesso!

 

 

O Samba é meu Papel

 

Meu samba tem orgulho de ser brasileiro

Não desmerecendo outras nações

Meu samba foi fazer sucesso no estrangeiro

Foi conquistando os corações

 

Lá no Xingu ‘xingô’

Até francês ‘parlô’

‘Merci beaucoup’

Em japonês rimou ‘arigato’

‘Hable’ num espanhol

Domingo em pleno sol

Sou alegria

Eu sou samba e futebol

 

O morro quando canta

Alegre espanta a tristeza que já passou

Tem muita fé, não desanima

Vai pra esquina sambar

Esse é o exemplo

Não há tempo pra chorar

Eu vendo lenços

Diz aí quem quer comprar

 

Meu samba é narcisista em todo fevereiro

Haja espelho pra se olhar

Desfila na avenida para o mundo inteiro

Puro luxo pra exportar

 

Refrão

Nas línguas do meu continente

Meu samba se faz eloquente

E eu, tupiniquim, não me vejo cantando Carlos Gardel

O samba é meu papel

E não me leve a mal

Sou pós-Noel, em pleno Carnaval

 

 
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